Paulo Junqueira
De gravata e unha vermelha
Dia 20 de outubro, quarta-feira às 20 horas

Vamos conversar sobre o documentário da psicanalista e cineasta Miriam Chnaiderman. O momento é de grandes transformações no que tange à sexualidade, aos gêneros, aos destinos pulsionais. Nós, psicanalistas, estamos defrontados com mudanças culturais imensas e precisamos, mais do que nunca, pensar se nossas ferramentas teóricas, primeiramente concebidas pelo mestre vienense na aurora do século passado, nos habilitam a lidar com o que assistimos no social e que, cada vez mais, bate às portas de nossos consultórios. A psicanálise, quando comprometida com certas amarrações teóricas pouco flexíveis, corre o risco de, ao patologizar comportamentos, se tornar um discurso em dissintonia com movimentos culturais sexuais, que são, em muitos casos, referendados pelas instituições oficiais; exemplo: a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo e a troca de gênero e nome nos documentos. Mas pode a teoria que abraçamos evoluir com a cultura em que habitamos? O filme é um pretexto (excelente!) para nos interrogarmos, e o meu desejo é trocarmos ideias e espantos neste evento. Até lá! Paulo Junqueira